Quinta-feira, Maio 24, 2012
Segunda-feira, Maio 21, 2012
Terça-feira, Maio 15, 2012
Sexta-feira, Maio 11, 2012
Terça-feira, Maio 08, 2012
Sexta-feira, Maio 04, 2012
Terça-feira, Maio 01, 2012
Quarta-feira, Abril 25, 2012
Segunda-feira, Abril 23, 2012
Sexta-feira, Abril 20, 2012
Quarta-feira, Abril 18, 2012
Terça-feira, Abril 17, 2012
Quinta-feira, Abril 12, 2012
Terça-feira, Abril 10, 2012
Segunda-feira, Abril 09, 2012
Quinta-feira, Abril 05, 2012
Quarta-feira, Abril 04, 2012
Quarta-feira, Março 28, 2012
Segunda-feira, Março 26, 2012
Sexta-feira, Março 23, 2012
Quarta-feira, Março 21, 2012
Quarta-feira, Março 14, 2012
Domingo, Março 11, 2012
Quarta-feira, Março 07, 2012
Quarta-feira, Fevereiro 29, 2012
Poesia e (R)evolução

O ofício do poeta
é adentrar
sorrateiramente
no submundo dos sentimentos.
É transitar
aleatoriamente
pela aparência organizada
dos seres & das coisas.
E extrair
sem alarde
uma visão desviante.
Sempre adiante
a poesia (r)evoluciona
ou não há solução.
Ricardo Mainieri
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reflexão poética sobre texto de Rose Dias.
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Quarta-feira, Fevereiro 22, 2012
Quinta-feira, Fevereiro 16, 2012
Subúrbios
Minhas impressões da Zona Norte carioca, à bordo dos trens da Central do Brasil, numa viagem da memória.
Janelas desdentadas
sorrindo sua tristeza
desfilam pelos trilhos
do trem suburbano.
Pessoas dormem
rostos restam atentos
ao pregão do camelô ativo.
Magra esperança
nos olhos de todos
acompanhando estações.
A cidade nunca chega
a felicidade
nosso dia
quando chega?
Um apito
dança no ar
e avisa :
meu coração descarrilou.
Ricardo Mainieri
Segunda-feira, Fevereiro 06, 2012
Terça-feira, Janeiro 31, 2012
Quinta-feira, Janeiro 26, 2012
Segunda-feira, Janeiro 23, 2012
Pura seda
Ele entrou em minha vida pela porta da minha carência.
Minha existência estava um caos. Meu coração parecia uma lata de lixo: garrafas vazias de ilusões, jornais velhos de esperanças, cacos de amores passados.
Achei que desta vez seria quase eterno. Meu estado de alma valeria uma nota no jornal: “Mulher tocada pela vertigem da paixão.”
Hoje, a manchete seria diferente...
Lembrei-me do programa Fantástico, que falava sobre manual de instrução para eletrodomésticos.
Outro dia, li o da minha máquina de lavar. Ela é fraca, sempre apresenta defeitos. Como o meu coração, esse também não é uma Brastemp.
Atentei que existem dois comandos: automático e manual. Peças pesadas, peças leves. Sempre usei o automático. Aperto um botão e sai funcionando sozinho. Muitas roupas já desbotaram, outras mancharam, algumas rasgaram. A maioria teve seu tempo de uso extremamente diminuído.
A pressa enfeiou-as. Estragou-as.
Ah... as minhas relações com o amor são parecidíssimas. Sempre esqueço que existe o botão das peças delicadas. Com ele é permitido regular a lavagem. Ficam um pouquinho de molho, torcem devagar e não centrifugam para secagem rápida.
Então, percebo que o amor é pura seda.
Não deve sequer ser levado à máquina. Lava-se com a mão, bem devagarinho. Não se torce; usa-se um sabonete delicado; deixa-se secando ao tempo, sem pregadores, para não marcá-lo.
A opção manual dá mais trabalho, mas permite que se usufrua por muito mais tempo da beleza original.
Perdi há pouco uma lingerie linda. Rasgou.
O amor que entrou tão de repente, pela porta da frente, foi tratado como brim. Centrifuguei demais. Ficou cheio de marcas, esgarçado. Desbotou em semanas.
Ontem, rasgou-se definitivamente.
Saiu pela porta dos fundos, para a lixeira. Foi fazer companhia aos outros cacos que lá estão.
Estranhamente não chorei. Estou ficando acostumada.
“Je ne suis jamais seul avec ma solitude”
George Moustaki
Ele diz que nunca fica só, pois tem a solidão ao seu lado.
2003
livro PreTextos
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carioca neste endereço: clique aqui
Quinta-feira, Janeiro 19, 2012
Pós-guerra

A Praça Otávio Rocha
amanheceu despida.
Brutos estupraram
a vegetação.
No entanto
vestígios foram vistos.
Como num pós-guerra
jaziam galhos agonizantes
& troncos decepados.
Morte em meio ao centro da cidade.
A barbárie venceu à civilização
pretensa modernidade
maquiada por interesses infames.
Mas vozes não calam
e o poema é espelho
para que todos os justos se mirem.
Ricardo Mainieri
Segunda-feira, Janeiro 16, 2012
Pedra sobre pedra

Reconstruo-me
a cada fim-de-semana
fibra por fibra
sonho por sonho
rumo ao portal
de um outro dia.
Enfrento o trânsito
o transe dos outros
dos que não despertaram
para o novo dia
para a vida quem sabe.
Estranho a esse universo
folheio revistas & jornais
mesmas páginas repaginadas
mesmas notícias escuras.
O ócio entrou em exílio
e mora quem sabe
nalguma praia paradisíaca
me restam o mesmo rosto
as mesmas rotas de fuga
simples retalhos
desta realidade
maquiada & envelhecida.
Ricardo Mainieri
Sexta-feira, Janeiro 13, 2012
Quarta-feira, Janeiro 11, 2012
Ao som de Gismonti

Tarde solta
revolta de sorrisos
Acordes em viagem
percorrendo-me.
Coração
percussão de emoções
azuis.
Céu de infância
ciranda de luz.
Instrumento
na pauta dos sonhos
página onde imprimo amor.
Música trazendo harmonia
breve mania
de ser feliz.
Ricardo Mainieri
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Simples tentativa de recriação da música Palhaço
, de Egberto Gismonti, em feição literária.
Terça-feira, Janeiro 10, 2012
Segunda-feira, Janeiro 09, 2012
Quinta-feira, Janeiro 05, 2012
Carta a um maduro poeta

Amigo poeta, li detidamente tuas colocações sobre a poesia nos meios virtuais e concordo contigo sob certos aspectos.
Existe uma proliferação de material poético escrito no Facebook e outras redes sociais. Boas produções, textos medianos mesclados com um sem-número de poesias de fôro íntimo.
Sinto um clima de urgência nas pessoas, o que resulta, em muitas vezes, num texto, ainda, sem o devido acabamento. Algum material literário, realmente, não vai ir muito além da função catártica das vivências e emoções do autor.
No entanto, a publicação de textos em grupos de adesão literária envolve uma possibilidade de crescimento.
Se a pessoa possuir a necessária humildade de assimilar críticas, de buscar a constante reelaboração de sua poética, seu texto pode sair ganhando em algum decurso de prazo.
Claro, nem todos conseguirão transcender o nível confessional. Alías, a maioria nem quer, mesmo.
No entanto, creio que o poeta que interage com os outros, que se propõe a ver seu texto como um ser mutante, pode sair ganhando nesse processo.
O livro impresso é um Graal que todo o escritor persegue, mas os caminhos que levam a ele, bem que podem passar pelo convívio internético.
Separar a pérola dos excrementos do molusco, eis a tarefa.
Ricardo Mainieri
Terça-feira, Janeiro 03, 2012
Segunda-feira, Janeiro 02, 2012
Ferida

Aberta fenda
na camada de ozônio
indefesa
alerta a mente
a vida é uma zona
polu(i)ção
noturna & diurna
de resíduos terminais.
Ricardo Mainieri
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sobre um texto de Paulo de Toledo.
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Quarta-feira, Dezembro 28, 2011
(Des)encanto 2012

Fecha-se o ciclo do ano
em círculos
move-se a vida volátil
como certas retrospectivas
que a tevê
teima passar em reprise
o que se projeta
no horizonte do mundo?
a paz ou projéteis
riscando a quietude da tarde
esta dúvida arde
os corpos também
alheios ao fogo cerrado
no consumo de mimos & modas
enquanto outros tramam
uma espécie de morte
dos sem rumo & dos sem sorte.
Ricardo Mainieri
Segunda-feira, Dezembro 26, 2011
Quinta-feira, Dezembro 22, 2011
Quarta-feira, Dezembro 21, 2011
Segunda-feira, Dezembro 19, 2011
Quinta-feira, Dezembro 15, 2011
Segunda-feira, Dezembro 12, 2011
Ocaso

Pela moldura da janela
o sol se põe:
fotográfico.
Ricardo Mainieri
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poema da coletânea 501 poetrix
para ler antes do amanhecer - 2011.
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