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terça-feira, junho 08, 2010

Cochichando






Em suas mãos (bem escondidos) permanecem cativos os fios do tempo (em que sonhávamos). Eles não se rompem (nem se romperão) e se confundem com as linhas de vida da sua palma. A distância entre seus dedos é igual a nossa (pequena e grande) e eles (por hora) não fazem o V da vitória. Estão sem a alegria de outrora. O amor nos deixou frágeis (sempre deixa), sem a coragem de sermos o que fomos até ainda pouco (nós nos achávamos uma fortaleza).

Em suas mãos (bem escondidos) os fios farão uma ramagem que você sentirá quando eu (volta e meia) aparecer em suas lembranças (não vou deixar você me esquecer). O amor desconhece o prefixo ex, (quando verdadeiro, ainda que passageiro). O nosso é.

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crônica de Rosa Pena, carioca, que, recentemente, lançou o livro Tarja Branca. Para conhecer mais clique aqui

3 Comentários:

  • Adorei... como também adorei sua entrevista com o Selmo. E nosso retrato lá . Você é ótimo! Beijos mil..rosa
    ( Ricardo, o endereço para clicar não está levando ao site, nem ao blog.. dá uma olhadinha ..outro beijo)

    Por Anonymous rosa pena, Às 4:15 PM  

  • Cochicho:
    que delícia de palavra!

    Seguirei sua dica!

    Um abraço,
    doce de lira

    Por Blogger Renata de Aragão Lopes, Às 12:48 AM  

  • Ricardo num estilo um tanto diverso, mas com a mesma riqueza.
    Adorável prosa poética.

    Por Blogger Tere Tavares, Às 12:58 PM  

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